Wednesday, January 24, 2007

Hoje celebra-se o dia do Aposentado,e por coincidencia alguem me mandou este artigo atraves de email,o qual decidi partilhar convosco,pois acho-o pertinente.




Em nosso País, aposentado, no pensamento popular, rima com coitado, desocupado, adoentado, desvalorizado, desconsiderado, mal remunerado, cansado... O pensamento popular é um pouco cruel, mas expressa como as instituições governamentais parecem considerar o aposentado e como o próprio aposentado parece considerar-se, visto que não está mais ativo no mercado de trabalho, que pensa ter chegado “ao fim da linha”...



Todavia, consideremos alguns aspectos. O primeiro é que a sociedade civil deve pensar, como um todo, que chegará para todos o dia da aposentadoria e que esse momento deve ser digno, que o aposentado merece, sim, algumas regalias, e muitos amparos. Que a saúde seja um desses items de maior importância. Que se exerça a cidadania, pensando na aposentadoria de todos, não de alguns privilegiados...



Há de se considerar, também, que muitos aposentados e aposentadas continuam sustentando suas famílias, não só com o minguado dinheiro que recebem, mas com seu trabalho, com os “bicos”, com a mesma coragem de sempre.



E isso nos leva a pensar em outra coisa, que é o facto de que aposentado não significa, em hipótese alguma, ser inútil. Uma mentalidade hipercapitalista, pragmática e estúpida, pode dizer isso, mas é mentira. Porque sabedoria e experiência não se compram com diploma, nem com carteira assinada, mas se adquire arduamente com o lavrar dos dias, dos longos anos.



Antigamente, quando havia as batalhas, quem ia na primeira fileira eram os mais jovens, mais fortes. Mas quem estava no meio, planeando, organizando, comandando, eram os mais velhos, porque sabiam mais, porque já haviam vivido aquelas situações.



Também antigamente, os senadores (senex = idoso), aqueles que tinham os cargos mais importantes nas decisões, eram os mais velhos, porque tinham mais sabedoria, porque poderiam julgar melhor, com mais ponderação e conselho.



Hoje, usamos a palavra “senil” e seu sentido não é dos melhores. Falta-nos sabedoria...



Hoje, aumenta a esperança de vida e os aposentados devem e merecem aproveitá-la mais. Que isso aconteça com alegria, com saúde, com dignidade. Não podemos nos dar ao luxo de dispensarmos a preciosa sabedoria deles...

14 comments:

Jonice said...

Não podemos nos dar ao luxo de dispensar a sabedoria deles e merecemos a sabedoria deles, pena a perspectiva do merecimento não ter foco em nossa sociedade. Se o ancestral nos permeasse enquanto sociedade muitos valores reais não estariam tão esquecidos.
Ótimo texto, Teresa!
Beijinhos

Era uma vez um Girassol said...

O saber e a experiência dos mais idosos devem ser respeitadas e até procuradas para enriquecer a nossa própria aprendizagem.
Reflexão pertinente, gostei muito!
Beijinhos

greentea said...

Porque sabedoria e experiência não se compram com diploma, nem com carteira assinada, mas se adquire arduamente com o lavrar dos dias, dos longos anos.

ontem passei a tarde num hospital a visitar uma bisavó de setenta e tal anos que apenassabe ler e escrever mas ela diz que é analfabeta!
Mas tem-me ensinado tanto, transmite tanto amor !!!

Um beijo por este texto

Naty said...

Lindo parabens
bjs naty

Anonymous said...

Olá Teresa

Lindo texto!

Gostei muito daqela parte "...aposentado não significa, em hipótese alguma, ser inútil".
E muitas vezes os aposentados são olhados como um estorvo inútil.

Beijinhos

Mário Margaride said...

Olá Teresa! Como se diz na tropa, "a velhice é um posto". Significa que os mais velhos, têm uma sabedoria acumolada, experiência, sensiblidade. Todos nós para lá caminhamos. Eu não tarda nada, faço parte dos aposentados. E ainda tenho muita "corda para dar"...

Beijinhos

Mário.

Visita também o meu novo espaço de poesia (http://papagaio.wordpress.com/(Palavras Soltas)

greentea said...

sorrisos ...venham eles !!!

Jofre Alves said...

Passei para ver os amigos, apreciar o blogue, sempre com bom-gosto e qualidade, factor que me leva a visitá-lo para deixar o desejo dum óptimo fim-de-semana, apesar deste frio que enregela, mas como diz o povo «mãos frias, coração quente».

david santos said...

Ola´!
Bom texto, Teresa.
A minha forma de pensar não tira uma vírgula ao que aí dizes.
Parabéns.
Abraços ao teu marido.

elsa nyny said...

Olá Teresinha!!!

Adorei a tua reflexão!!

Pois vamos então aproveitar toda a sabedoria, dos nossos jovens, mensos jovens!!!


beijinhos!!!

:))

MiaHari said...

Reflexão séria!
Gostei muito!
Beijinho para ti.

Anonymous said...

Amiga!
Sem mais comentários, deixo como comentário de reflexão incluído no seu texto, este verso já do conhecimento do nosso amigo David Santos.
Um grande abraço e obrigado pelo seu despertar para uma questão cada vez mais actual. Sobre ... e depois da reforma!? ou pior ainda, e depois de se recolher ao aposento...aposentado!?

OUTONO DA VIDA

Oh! Este Outono!
Repleto de histórias,
Este Outono…
Repleto de saberes
E de memórias.
Continuas a ser dono,
De experiências e glórias!?
Vá!
Desabrocha tua graça,
Ao novo tempo que passa.
Como foram as Primaveras
Que viveste e percorreste?
Esta vida já esqueceu
Esse tempo que foi teu.

Conta-nos Outono,
Como outrora se viveu;
Quando eras Primavera
E o Verão era só teu!

Não deixes ver-se perder
O que só tu tens p’ra oferecer!
Dá testemunho à tua gente!
Ainda a luz tens que ser
Da Primaveras presente!

ZEMAIATO

Kalinka said...

E…aconteceu o jantar da comunidade blogueira.
Telefono e encontro-os ali na esquina
Apresentações, trocas de palavras
Confessionário do Dilbert, FairyFolk,
Choninha e marido.
Frio, muito frio, convida:entra no carro
Esperamos…
mais um telefonema
Todos querem saber como lá chegar
Todos ansiamos pelo encontro
Uns já lá sentados à mesa enorme
Esperando e questionando-se:
Quem são os novos bloguistas?
Da curiosidade fez-se realidade

...continuação lá no kalinka.
Beijos e abraços.

ESTE TEXTO ESTÁ CORRECTO, infelizmente é assim mesmo que se vê o aposentado.

Alexandra Caracol said...

Aposentado devia ser sinónimo de descanso das coisas antigas e partida para as coisas que se desejou fazer e ainda não se conseguiu pôr em prática.

Quando penso na idade dos "vintes e trintas" cheias de fogo, ideias e impulsividade, lembro-me que tanta coisa ficou pelo caminho por causa da falta da maturidade própria dos mais velhos.

Que pena não conseguirmos associar as duas coisas (a impulsividade e fogo dos mais novos e a sabedoria dos menos novos), pois seria o ideal para sermos mais felizes.

Mas, enfim, não se pode ter tudo. Pode-se é conseguir ver beleza em cada etapa e retirar o melhor de cada uma.

Parabéns a todos os aposentados pela coragem de viver apesar de este não ser um país muito atractivo no que se refere à defesa dos direitos do ser humano e principalmente dos menos novos.

Bem hajam