Monday, January 29, 2007

Snow Day

Hoje amanheci "toda de branco"...........









BALADA DA NEVE

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamentee
a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança
,e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...


E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Naturezae cai no meu coração.

--Augusto Gil--

Wednesday, January 24, 2007

Hoje celebra-se o dia do Aposentado,e por coincidencia alguem me mandou este artigo atraves de email,o qual decidi partilhar convosco,pois acho-o pertinente.




Em nosso País, aposentado, no pensamento popular, rima com coitado, desocupado, adoentado, desvalorizado, desconsiderado, mal remunerado, cansado... O pensamento popular é um pouco cruel, mas expressa como as instituições governamentais parecem considerar o aposentado e como o próprio aposentado parece considerar-se, visto que não está mais ativo no mercado de trabalho, que pensa ter chegado “ao fim da linha”...



Todavia, consideremos alguns aspectos. O primeiro é que a sociedade civil deve pensar, como um todo, que chegará para todos o dia da aposentadoria e que esse momento deve ser digno, que o aposentado merece, sim, algumas regalias, e muitos amparos. Que a saúde seja um desses items de maior importância. Que se exerça a cidadania, pensando na aposentadoria de todos, não de alguns privilegiados...



Há de se considerar, também, que muitos aposentados e aposentadas continuam sustentando suas famílias, não só com o minguado dinheiro que recebem, mas com seu trabalho, com os “bicos”, com a mesma coragem de sempre.



E isso nos leva a pensar em outra coisa, que é o facto de que aposentado não significa, em hipótese alguma, ser inútil. Uma mentalidade hipercapitalista, pragmática e estúpida, pode dizer isso, mas é mentira. Porque sabedoria e experiência não se compram com diploma, nem com carteira assinada, mas se adquire arduamente com o lavrar dos dias, dos longos anos.



Antigamente, quando havia as batalhas, quem ia na primeira fileira eram os mais jovens, mais fortes. Mas quem estava no meio, planeando, organizando, comandando, eram os mais velhos, porque sabiam mais, porque já haviam vivido aquelas situações.



Também antigamente, os senadores (senex = idoso), aqueles que tinham os cargos mais importantes nas decisões, eram os mais velhos, porque tinham mais sabedoria, porque poderiam julgar melhor, com mais ponderação e conselho.



Hoje, usamos a palavra “senil” e seu sentido não é dos melhores. Falta-nos sabedoria...



Hoje, aumenta a esperança de vida e os aposentados devem e merecem aproveitá-la mais. Que isso aconteça com alegria, com saúde, com dignidade. Não podemos nos dar ao luxo de dispensarmos a preciosa sabedoria deles...

Tuesday, January 23, 2007

EU VIVO LA LONGE,LONGE....


Hoje apeteceu-me fazer o post da letra deste fado de Coimbra,que tanto gosto de ouvir cantar.......


Eu vivo la longe,longe
Onde passam os navios
Mas um dia hei-de voltar
As aguas dos nossos rios
Eu vivo la longe,longe...

Hei-de passar na cidade
Como o vento nas areias
E abrir todas as janelas
E abrir todas as cadeias
Eu vivo la longe,longe...

Hei-de passar a cantar
Pelas ruas da cidade
Erguendo na mao direita
A espada da liberdade
eu vivo la longe,longe...

--Manuel Alegre--

Thursday, January 18, 2007

EI-LOS QUE PARTEM


Ei-los que partem
novos e velhos
buscando a sorte
noutras paragens
noutras aragens
entre outros povos
ei-los que partem
velhos e novos

Ei-los que partem
de olhos molhados
coração triste
e a saca às costas
esperança em riste
sonhos dourados
ei-los que partem
de olhos molhados

Virão um dia
ricos ou não
contando histórias
de lá de longe
onde o suor
se fez em pão
virão um dia
ou não

--Manuel Freire--

Wednesday, January 17, 2007



TROVA DO VENTO QUE PASSA

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

Tuesday, January 16, 2007

http://www.212movie.com

Wednesday, January 10, 2007

Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do “recrutamento”. Ademais, cada participante deve reproduzir este “regulamento” no seu blogue.”A ideia é identificar 5 (cinco) manias, ao jeito de uma auto-análise bem disposta. E quem me deu esta difícil tarefa foi "Eu estou aki... (http://eu-estou-aki.blogspot.com/)"

Eu vou convidar:

1 - Jessica Calcao (http://bagsnthecity.blogspot.com)
2 - Jonice (http://english-is-cool.blogspot.com/)
3 - Cristina (http://aztheworldturns.blogspot.com/)
4 - Alexandra (http://violada_mas_nao_vencida.blogs.sapo.pt/)
5 - Kalinka (http://kaliynka.blogspot.com/)

**
As Minhas Manias:

1 -Mae Coruja - Penso que os meus filhos sao os melhores do Mundo.
*
2 -Nao suporto acucar no meu cha.
*
3 -Gosto de cantar,apesar de nao ter voz.......e so perguntarem ca em casa.
*
4 -Sempre que possivel despeco-me do por do sol,suplicando-lhe que volte no dia
seguinte.
*
5 -A noite antes de me deitar,vou dar uma olhadela ao Ceu,e dou por mim a contar estrelas( estranho ver tao poucas estrelas aqui neste hemisferio).

Tuesday, January 09, 2007



Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

Saturday, January 06, 2007


Amar!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

(Florbela Espanca, «Charneca em Flor», in «Poesia Completa»)

Tuesday, January 02, 2007


Que os Teus crepusculos nunca nos facam sentir a falta da claridade.........

Monday, January 01, 2007



Today's Quote

What can you do to promote world peace?
Go home and love your family.
-Mother Teresa -

Tuesday, December 26, 2006

Gafanha da Nazare - Aveiro








A vida e bela e feita de recordacoes...........Obrigado Rogerio por estas fotografias maravilhosas da nossa terra !

Friday, December 22, 2006

* Feliz Navidad *

Monday, December 18, 2006

St. Thomas,Virgin Islands




"Você pode não ser ninguém no mundo, mas pode ser o mundo de alguém."

Monday, December 11, 2006


Today's Quote

To love oneself is the beginning
of a lifelong romance.
-Oscar Wilde

Friday, December 08, 2006

8 de Dezembro Dia da Familia

Ainda que os pais falassem a língua dos anjos, se não tiverem coragem, firmeza e amor, nada ensinariam a seus filhos.
Ainda que os pais trabalhassem noite e dia, ensinassem todos os saberes e virtudes, mostrassem todos os caminhos, partilhassem toda sua história de vida e toda sua fé, se não tiverem a paciência, a sabedoria e o amor, nada deixariam a seus filhos.
Porque só o amor ensina, convence, amadurece, une, perdoa, cura, respeita, cria uma família.

An Old Christmas Story

PS ... This fun story was just FWD to me from a dear friend, and I just have to share with you!

I remember my first Christmas adventure with Grandma. I was just a kid. I remember tearing across town on my bike to visit her on the day my big sister dropped the bomb: "There is no Santa Claus," she jeered. "Even dummies know that!"
My Grandma was not the gushy kind, never had been. I fled to her that day because I knew she would be straight with me. I knew Grandma always told the truth, and I knew that the truth always went down a whole lot easier when swallowed with one of her "World-Famous" cinnamon buns. I knew they were World-Famous, because Grandma said so. It had to be true.
Grandma was home, and the buns were still warm. Between bites, I told her everything.
She was ready for me. "No Santa Claus?" She snorted... "Ridiculous! Don't believe it. That rumor has been going around for years, and it makes me mad, plain mad!! Now, put on your coat, and let's go."
"Go? Go where, Grandma?" I asked. I hadn't even finished my second World-Famous cinnamon bun. "Where" turned out to be Kerby's General Store, the one store in town that had a little bit of just about everything. As we walked through its doors, Grandma handed me ten dollars. That was a bundle in those days.
"Take this money," she said, "and buy something for someone who needs it. I'll wait for you in the car." Then she turned and walked out of Kerby's.
I was only eight years old. I'd often gone shopping with my mother, but never had I shopped for anything all by myself. The store seemed big and crowded, full of people scrambling to finish their Christmas shopping. For a few moments I just stood there, confused, clutching that ten-dollar bill, wondering what to buy, and who on earth to buy it for. I thought of everybody I knew: my family, my friends, my neighbors, the kids at school, and the people who went to my church. I was just about thought out, when I suddenly thought of Bobby Decker. He was a kid with bad breath and messy hair, and he sat right behind me in Mrs. Pollock's second grade class. Bobby Decker didn't have a coat. I knew that because he never went out to recess during the winter. His mother always wrote a note, telling the teacher that he had a cough, but all we kids knew that Bobby Decker didn't have a cough; what he didn't have was a good coat.
I fingered the ten-dollar bill with growing excitement. I would buy Bobby Decker a coat! I settled on a red corduroy one that had a hood to it. It looked real warm, and he would like that. "Is this a Christmas present for someone?" the lady behind the counter asked kindly, as I laid my ten dollars down.
"Yes, ma'am," I replied shyly. "It's for Bobby." The nice lady smiled at me, as I told her about how Bobby really needed a good winter coat. I didn't get any change, but she put the coat in a bag, smiled again, and wished me a Merry Christmas.
That evening, Grandma helped me wrap the coat in Christmas paper and ribbons and wrote, "To Bobby, From Santa Claus" on it (a little tag fell out of the coat, and Grandma tucked it in her Bible.) Grandma said that Santa always insisted on secrecy.
Then she drove me over to Bobby Decker's house, explaining as we went that I was now and forever officially, one of Santa's helpers. Grandma parked down the street from Bobby's house, and she and I crept noiselessly and hid in the bushes by his front walk.
Then Grandma gave me a nudge. "All right, Santa Claus," she whispered, "get going." I took a deep breath, dashed for his front door, threw the present down on his step, pounded his door and flew back to the safety of the bushes and Grandma.
Together we waited breathlessly in the darkness for the front door to open. Finally it did, and there stood Bobby. Fifty years haven't dimmed the thrill of those moments spent shivering, beside my Grandma, in Bobby Decker's bushes.
That night, I realized that those awful rumors about Santa Claus were just what Grandma said they were: ridiculous. Santa was alive and well, and we were on his team. I still have the Bible, with the coat tag tucked inside: $19.95.
May you always have LOVE to share. And may you always believe in the magic of Santa Claus.
so...
Expect a Miracle!