Friday, July 13, 2007
Wednesday, July 04, 2007
Wednesday, June 27, 2007
Mais outro desafio....mas desta vez foi a minha querida amiga Anita do blog Amor Fraternal,que me convidou a falar de alguns livros que li ultimamente,e os quais recomendo......aqui vai a lista,mas so tenho um pequeno problema,como leio em ingles,nao sei se todos foram traduzidos para portugues,espero que sim,e que voces consigam encontra-los.......
TOUGH TIMES NEVER LAST,BUT TOUGH PEOPLE DO ---- Robert Schuller
THE ROAD LESS TRAVELED----M.Scott Peck
ON LIFE AFTER DEATH----Elizabeth Kubler-Ross
SONETOS----Florbela Espanca
CODIGO DA VINCI----Dan Brown
Recomendo ....ONE HUNDRED YEARS OF SOLITUDE----Gabriel Garcia Marquez
e por ultimo o melhor livro de sempre ........... A BIBLIA.............
Boa leitura!!!!!!
TOUGH TIMES NEVER LAST,BUT TOUGH PEOPLE DO ---- Robert Schuller
THE ROAD LESS TRAVELED----M.Scott Peck
ON LIFE AFTER DEATH----Elizabeth Kubler-Ross
SONETOS----Florbela Espanca
CODIGO DA VINCI----Dan Brown
Recomendo ....ONE HUNDRED YEARS OF SOLITUDE----Gabriel Garcia Marquez
e por ultimo o melhor livro de sempre ........... A BIBLIA.............
Boa leitura!!!!!!
Tuesday, June 26, 2007

Por ser um blog,que fala de amor......fui escolhida pela Ana do Era uma vez um Girassol,a qual agradeco ......
O amor e um sentimento lindo......diria mesmo que o Amor e o sentimento perfeito....
Deixo-vos entao um pensamento da Madre Teresa digno de reflexao...."Se na verdade queremos amar,temos de aprender primeiro a perdoar "....
E agoro convido-vos a todos que quiserem participar e falar de Amor!!!!!!
Friday, June 22, 2007
Friday, June 15, 2007
Sunday, June 10, 2007
DIA DE PORTUGAL
A história da língua portuguesa começa com a própria história de Portugal e remonta a mil anos, época em que os árabes dominavam a península ibérica. Foi nessa luta para defender o cristianismo e a coroa que se destacou Dom Henrique, conde de Borgonha. E foi em gratidão pelos serviços prestados que D. Afonso VI, rei de Leão e Castela, deu-lhe a mão de sua filha D. Teresa e parte de um território da região da Galiza, o Condado Portucalense, situado entre o Minho e o Vouga.
Mas foi o filho de D. Henrique, D. Afonso Henriques, que rompendo com Castela se fez proclamar rei de Portugal. Nascia então a nacionalidade portuguesa e com ela o desejo de uma identidade própria. Não foi difícil, visto que na faixa ocidental da grande Hispânia, já havia um falar diferente de todos os outros. O galego-português cederá seu lugar ao português e, no século XII, este já é a identidade lingüística do povo de Portugal.
O português vai se cultivar na poesia, na boca dos cantores e trovadores, os reis darão o exemplo e se entregarão também às canções de amor e de amigo, virão as novelas de cavalaria, nascerá o teatro das ruas, com a linguagem híbrida e viva do povo. Mas será Camões que dará brilho e fulgor ao idioma lusitano. Não por menos, será considerado para sempre o maior gênio da nacionalidade.
E o português foi com as caravelas e entrou pelas terras estrangeiras e cantou na boca das raças e construiu morada e cultura.
Os povos que receberam a língua de Camões por herança, conheceram a doçura de suas palavras, os encantos de sua melodia e deram-lhe as nuanças das terras ultramarinas. Hoje é uma das mais faladas línguas do planeta e os que amam sabem que, apesar de ser a “última flor do Lácio”, não é inculta, mas vigorosamente bela.
--autor desconhecido
Portugueses de todo o Mundo,vamo-nos juntar em esforco e lutar por um Portugal melhor para os portugueses!!!!!!!!!!!!
Mas foi o filho de D. Henrique, D. Afonso Henriques, que rompendo com Castela se fez proclamar rei de Portugal. Nascia então a nacionalidade portuguesa e com ela o desejo de uma identidade própria. Não foi difícil, visto que na faixa ocidental da grande Hispânia, já havia um falar diferente de todos os outros. O galego-português cederá seu lugar ao português e, no século XII, este já é a identidade lingüística do povo de Portugal.
O português vai se cultivar na poesia, na boca dos cantores e trovadores, os reis darão o exemplo e se entregarão também às canções de amor e de amigo, virão as novelas de cavalaria, nascerá o teatro das ruas, com a linguagem híbrida e viva do povo. Mas será Camões que dará brilho e fulgor ao idioma lusitano. Não por menos, será considerado para sempre o maior gênio da nacionalidade.
E o português foi com as caravelas e entrou pelas terras estrangeiras e cantou na boca das raças e construiu morada e cultura.
Os povos que receberam a língua de Camões por herança, conheceram a doçura de suas palavras, os encantos de sua melodia e deram-lhe as nuanças das terras ultramarinas. Hoje é uma das mais faladas línguas do planeta e os que amam sabem que, apesar de ser a “última flor do Lácio”, não é inculta, mas vigorosamente bela.
--autor desconhecido
Portugueses de todo o Mundo,vamo-nos juntar em esforco e lutar por um Portugal melhor para os portugueses!!!!!!!!!!!!
Thursday, June 07, 2007
Teremos ainda Portugal
por muito tempo?
O título tem um tom provocatório, mas eu vou justificar. Não digo que esteja para breve o nosso fim de país independente e livre. Mas, pelo andar da carruagem, traduzido em factos e sintomas, a doença é grave e pode levar a uma morte evitável. Aliás, já por aí não falta gente a lamentar a restauração de 1640 e a dizer que é um erro teimarmos numa península ibérica dividida. De igual modo, falar-se de identidade nacional e de valores tradicionais faz rir intelectuais da última hora e políticos de ocasião. O espaço nacional parece tornar-se mais lugar de interesses, que de ideais e compromissos.Há notícias publicadas a que devemos prestar atenção. Por exemplo: um terço das empresas portuguesas já é pertença de estrangeiros; 60% dos casais do país têm apenas um filho; vão fechar mais cerca de mil escolas ou de mil e trezentas, como dizem outras fontes; nas provas de língua portuguesa dos alunos do básico, os erros de ortografia não contam; o ensino da história pouco interessa, porque o importante é olhar para a frente e não perder tempo com o passado; a natalidade continua a descer e, por este andar, depressa baterá no fundo; não há nem apoios nem estímulos do Estado para quem quer gerar novas vidas, mas não faltam para quem quiser matar vidas já geradas; a família consistente está de passagem e filhos e pais idosos já não são preocupação a ter em conta, porque mais interessa o sucesso profissional; normas e critérios para fazer novas leis têm de vir da Europa caduca, porque dela vem a luz; a emigração continua, porque a vida cá dentro para quem trabalha é cada vez mais difícil; os que estão fora negam-se a mandar divisas, por não acreditarem na segurança das mesmas; os investigadores mais jovens e de mérito reconhecido saem do país e não reentram, porque não vêem futuro aqui; a classe média vai desaparecer, dizem os técnicos da economia e da sociologia, uma vez que o inevitável é haver só ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres; os políticos ocupam-se e divertem-se com coisas de somenos; e já se diz, à boca cheia, que o tempo dos partidos passou, porque, devido às suas contradições, ninguém os toma a sério; a participação cívica do povo é cada vez mais reduzida e mais se manifesta em formas de protesto, porque os seus procuradores oficiais se arvoram, com frequência, em seus donos e donos do país e fazedores de verdades dúbias; programa-se um açaime dourado para os meios de comunicação social; isolam-se as pessoas corajosas e livres, entra-se numa linguagem duvidosa, surgem mais clubes de influência, antecipam-se medidas de satisfação e de benefício pessoal… Não é assim, porventura, que se acelera a morte do país, quer por asfixia consciente, quer por limitação de horizontes de vida?É verdade que muitos destes problemas e de outros existentes podem dispor de várias leituras a cruzar-se na sua apreciação e solução. Mais uma razão para não serem lidos e equacionados apenas por alguns iluminados, mas que se sujeitem ao diálogo das razões e dos sentimentos, porque tudo isto conta na sua apreciação e procura de resposta.
Há muitos cidadãos normais, famílias normais, jovens normais. Muita gente viva e não contaminada por este ambiente pouco favorável à esperança. Mas terão todos ainda força para resistir e contrariar um processo doentio, de que não se vê remédio nem controle?
Preocupa-me ver gente válida, mas desiludida, a cruzar os braços; povo simples a fechar a boca, quando se lhe dá por favor o que lhes pertence por justiça; jovens à deriva e alienados por interesses e emoções de momento, que lhes cortam as asas de um futuro desejável; o anedótico dos cafés e das tertúlias vazias, a sobrepor-se ao tempo da reflexão e da partilha, necessário e urgente, para salvar o essencial e romper caminhos novos indispensáveis. Se o difícil cede o lugar ao impossível e os braços caem, só ficam favorecidos aqueles a quem interessa um povo alienado ao qual basta pão e futebol…
Mas não é o compromisso de todos e a esperança activa que dão alma a um povo?
--D.Antonio Marcelino
por muito tempo?
O título tem um tom provocatório, mas eu vou justificar. Não digo que esteja para breve o nosso fim de país independente e livre. Mas, pelo andar da carruagem, traduzido em factos e sintomas, a doença é grave e pode levar a uma morte evitável. Aliás, já por aí não falta gente a lamentar a restauração de 1640 e a dizer que é um erro teimarmos numa península ibérica dividida. De igual modo, falar-se de identidade nacional e de valores tradicionais faz rir intelectuais da última hora e políticos de ocasião. O espaço nacional parece tornar-se mais lugar de interesses, que de ideais e compromissos.Há notícias publicadas a que devemos prestar atenção. Por exemplo: um terço das empresas portuguesas já é pertença de estrangeiros; 60% dos casais do país têm apenas um filho; vão fechar mais cerca de mil escolas ou de mil e trezentas, como dizem outras fontes; nas provas de língua portuguesa dos alunos do básico, os erros de ortografia não contam; o ensino da história pouco interessa, porque o importante é olhar para a frente e não perder tempo com o passado; a natalidade continua a descer e, por este andar, depressa baterá no fundo; não há nem apoios nem estímulos do Estado para quem quer gerar novas vidas, mas não faltam para quem quiser matar vidas já geradas; a família consistente está de passagem e filhos e pais idosos já não são preocupação a ter em conta, porque mais interessa o sucesso profissional; normas e critérios para fazer novas leis têm de vir da Europa caduca, porque dela vem a luz; a emigração continua, porque a vida cá dentro para quem trabalha é cada vez mais difícil; os que estão fora negam-se a mandar divisas, por não acreditarem na segurança das mesmas; os investigadores mais jovens e de mérito reconhecido saem do país e não reentram, porque não vêem futuro aqui; a classe média vai desaparecer, dizem os técnicos da economia e da sociologia, uma vez que o inevitável é haver só ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres; os políticos ocupam-se e divertem-se com coisas de somenos; e já se diz, à boca cheia, que o tempo dos partidos passou, porque, devido às suas contradições, ninguém os toma a sério; a participação cívica do povo é cada vez mais reduzida e mais se manifesta em formas de protesto, porque os seus procuradores oficiais se arvoram, com frequência, em seus donos e donos do país e fazedores de verdades dúbias; programa-se um açaime dourado para os meios de comunicação social; isolam-se as pessoas corajosas e livres, entra-se numa linguagem duvidosa, surgem mais clubes de influência, antecipam-se medidas de satisfação e de benefício pessoal… Não é assim, porventura, que se acelera a morte do país, quer por asfixia consciente, quer por limitação de horizontes de vida?É verdade que muitos destes problemas e de outros existentes podem dispor de várias leituras a cruzar-se na sua apreciação e solução. Mais uma razão para não serem lidos e equacionados apenas por alguns iluminados, mas que se sujeitem ao diálogo das razões e dos sentimentos, porque tudo isto conta na sua apreciação e procura de resposta.
Há muitos cidadãos normais, famílias normais, jovens normais. Muita gente viva e não contaminada por este ambiente pouco favorável à esperança. Mas terão todos ainda força para resistir e contrariar um processo doentio, de que não se vê remédio nem controle?
Preocupa-me ver gente válida, mas desiludida, a cruzar os braços; povo simples a fechar a boca, quando se lhe dá por favor o que lhes pertence por justiça; jovens à deriva e alienados por interesses e emoções de momento, que lhes cortam as asas de um futuro desejável; o anedótico dos cafés e das tertúlias vazias, a sobrepor-se ao tempo da reflexão e da partilha, necessário e urgente, para salvar o essencial e romper caminhos novos indispensáveis. Se o difícil cede o lugar ao impossível e os braços caem, só ficam favorecidos aqueles a quem interessa um povo alienado ao qual basta pão e futebol…
Mas não é o compromisso de todos e a esperança activa que dão alma a um povo?
--D.Antonio Marcelino
Tuesday, June 05, 2007
AMIGO
É,
Amigo é um passarinho que vem te acordar
que vem te avisar que a noite já passou,
que amanhecer é uma estrêla que no jardim brilhou.
E
é o Sol que amigo é, que está lá fora só pra te lembrar que o dia que começa um outro amigo é
pois traz a chance de recomeçar.
Amigo é a natureza ou alguém que te quer.
Todo sonho que você procura realizar num amigo você vai encontrar.
É,
amigo é uma pessoa pra nos compreender,
ajudar quando você chorar, tão triste, te fará sorrir, porque ele tem, amigo tem palavra certa que só traz a paz, não pensa em receber... Sua amizade é sincera.
É,
amigo é uma certeza de companhia,
que te conduzirá no melhor que achar tentando sempre o impossível pra te ajudar porque ele tem,
amigo tem um saber mágico pra te entender e não importa se difere no pensar.
AMIGO SEMPRE AO SEU LADO ESTÁ.
--autor desconhecido
Amigo é um passarinho que vem te acordar
que vem te avisar que a noite já passou,
que amanhecer é uma estrêla que no jardim brilhou.
E
é o Sol que amigo é, que está lá fora só pra te lembrar que o dia que começa um outro amigo é
pois traz a chance de recomeçar.
Amigo é a natureza ou alguém que te quer.
Todo sonho que você procura realizar num amigo você vai encontrar.
É,
amigo é uma pessoa pra nos compreender,
ajudar quando você chorar, tão triste, te fará sorrir, porque ele tem, amigo tem palavra certa que só traz a paz, não pensa em receber... Sua amizade é sincera.
É,
amigo é uma certeza de companhia,
que te conduzirá no melhor que achar tentando sempre o impossível pra te ajudar porque ele tem,
amigo tem um saber mágico pra te entender e não importa se difere no pensar.
AMIGO SEMPRE AO SEU LADO ESTÁ.
--autor desconhecido
Saturday, May 26, 2007
AVEIRO




O meu amigo Mario Margaride do http://avano2006.blogspot.com/ enviou-me um MEME para falar de um local que considere, especial em Portugal. Este pedido nasce na ideia da divulgação de locais que nos causem de certa forma ao visita-los, alguma emoção e magia.... Escolhi a minha querida cidade de AVEIRO de que tantas saudades tenho pois dela guardo muitas e boas recordacoes da minha vida.Uma região de rara beleza, nao fosse ela chamada a Veneza de Portugal......
Aveiro tem a localização mais estratégica do país: no seu centro, atravessado por todas as principais vias, permite atingir em pouco tempo aeroportos, portos, vias férreas e Espanha. O local ideal para o seu evento ou encontro de negócios.
Terrestre:
Aveiro situa-se a uma hora do Porto e duas de Lisboa e de Espanha, sendo servido pela A1 e pela A25:
Coimbra
Porto
Vilar Formoso
Lisboa
Aveiro
60 Km
70 Km
190 Km
250 Km
Em termos ferroviários o Serviço Alfa Pendular, Porto–Aveiro–Lisboa é uma excelente opção para quem quer chegar a Aveiro. Em duas horas e meia chega-se a Aveiro vindo de Lisboa, com toda a comodidade e com uma oferta alargada de horários.
Marítimo:
As embarcações de pequena e média dimensão (iates e barcos de lazer até 115 metros) podem atracar e gozar de condições ideais para usufruir das condições climatéricas e de animação da cidade.
Aveiro tem a localização mais estratégica do país: no seu centro, atravessado por todas as principais vias, permite atingir em pouco tempo aeroportos, portos, vias férreas e Espanha. O local ideal para o seu evento ou encontro de negócios.
Terrestre:
Aveiro situa-se a uma hora do Porto e duas de Lisboa e de Espanha, sendo servido pela A1 e pela A25:
Coimbra
Porto
Vilar Formoso
Lisboa
Aveiro
60 Km
70 Km
190 Km
250 Km
Em termos ferroviários o Serviço Alfa Pendular, Porto–Aveiro–Lisboa é uma excelente opção para quem quer chegar a Aveiro. Em duas horas e meia chega-se a Aveiro vindo de Lisboa, com toda a comodidade e com uma oferta alargada de horários.
Marítimo:
As embarcações de pequena e média dimensão (iates e barcos de lazer até 115 metros) podem atracar e gozar de condições ideais para usufruir das condições climatéricas e de animação da cidade.
Para uma informacao mais detalhada va ao link: http://www.ovosmoles.net/
Agoro passo o Meme para,
http://josemiguelferrer.blogspot.com/
Sunday, May 20, 2007
Thursday, May 17, 2007
Os Reformados das Marinhas




De vez em quando, corto a manhã e vou tomar café ao Bairro de Santiago. Ali, na Rua de Espinho, onde também há flores a precisar da água da atenção e do amor. Preciso de ver aquela gente e ela também gosta de me ver. No café onde entro, as ciganas logo cochicham, passam palavra e sorriem a dizer que me conhecem. Eu saúdo, também sorrio, falo, saio desejando um bom dia. No café do Bairro toda a gente se conhece.
Foi no Domingo e a cidade estava mais buliçosa. Era a bênção dos finalistas e via-se gente com ar festivo por todo o lado. Também fui a Santiago. Ao meu café.
Um homem, bem idoso pela aparência, de bengala e boina larga, encostado à parede, acolhia o sol lindo da manhã. Das poucas coisas que os pobres e os velhos podem gozar sem ter de pagar o que quer que seja, ou de pedir licença a quem que seja. Dirigi-me a ele e saudei-o com respeito e carinho. Respondeu-me sorridente, com palavras de quem me conhecia. E de facto conhecia. Deu para falar mais à vontade.
Os chinelos deixavam ver uns pés feridos de sofrimento. Contou-me que foi do sal das marinhas, onde sempre trabalhara ao longo da vida. Pensei que andasse já pelos oitenta e disse-lho. Tinha setenta e três, e recordou-me logo que era mais novo do que eu, adiantando, com a certeza de quem não se enganava, a conta certa da minha idade.
Este encontro inesperado de simplicidade, não conseguiu, porém, esconder um mundo de preocupações que se lhe liam nos olhos e espalhavam sombras no seu rosto. Sim, andava a tratar-se dos pés, coisa grave e morosa, foi dizendo e, também, de uma bronquite crónica, que só aliviava com a bomba para ajudar a respirar. Meteu a mão ao bolso e mostrou. Era mesmo assim.
Morava ali no Bairro com a família. E tal era a pensão de reforma? Indaguei eu. Depois de uma vida longa de trabalho duro, uma miséria de quarenta contos, respondeu. Casa, comida, roupa, remédios… Já viu? Como é isto possível? Ao ouvi-lo, já tinha feito a pergunta a mim mesmo. Já me tinha visto e metido, como pude, na sua pele. Ele é um de muitos, que se vêm por aí ao sol, quando há sol. Como é isto possível?
Teve possibilidade de falar e desabafar. Ficou mais aliviado naquela manhã de Domingo. Não do peso do dia a dia, nem do beco sombrio para onde o empurrara uma vida de luta, depressa esquecida por quem dela beneficiou. O estado dá-lhe agora, em jeito e patrão generoso e por favor, uma esmola que não pode negar, umas pobres migalhas que não dão para o pão.
Partilhamos ali um pouco do nosso tempo e do mais que a vida nos permitiu. Ele, verdade, preocupações e dores. Eu, atenção, amor e respeito e um pouco do meu pão. Ficamos ambos mais ricos, que nem só de dinheiro se enriquece a vida.
Neste dia fazia-se a recolha para o Banco Alimentar contra a Fome. A fome é uma realidade. Fome de pão, de justiça, de respeito, de carinho, de reconhecimento, de uma migalha de atenção de quem passa e pode nem olhar quem está.
Os berços onde se nasce, não são de ouro, como às vezes se diz, nem de madeira tosca, como também acontece. Nasce-se sempre num berço igual. O do colo da mãe que acolhe com alegria o que trouxe escondido no seu ventre. Depois, há berços diferentes, até ao momento em que de novo tudo volta a ser igual, para ricos e pobres.
Naquele Domingo era ainda o Dia a Mãe, a que nunca se esquece, a do amor igual.
Os velhos são um tropeço a dificultar o caminho de quem só vê dinheiro. Dinheiro que os “grandes” recebem aos milhões e os “pobres” aos cêntimos.
A reforma das marinhas é igual a tantas outras de gente que sempre trabalhou no duro. Nunca dará para viver com dignidade e conforto. Mas isso não incomoda os que estão confortados Os pobres não fazem greves. Podiam clamar por pão e, mais ainda, por justiça. Mas uma sociedade apressada não dá pelos injustiçados. Pobres dos pobres!
--D.Antonio Marcelino
Wednesday, May 16, 2007
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